domingo, 29 de julho de 2007

Último Dia - 28/07/2007 - Sábado

Finalmente chegou o último dia, um sentimento de alegria muito grande toma conta do grupo, mas a sensação desta grande aventura estar terminando também já deixa saudades.
Começamos o dia a partir de Mariana com uma chuva fina e um friozinho agradável. Saímos mais tarde hoje por estar faltando poucos quilômetros e assim aproveitamos mais a cama. Seguimos sentido Ouro Preto num percurso pequeno em asfalto porém de subida acentuada. Fomos o tempo todo pedalando, conversando e relembrando dos momentos agradáveis, divertidos e os sofridos durante os últimos dias. Todos os dias tinha sempre uma história, uma palhaçada ou gafe de algum membro do grupo que era motivo de riso pelo resto da viagem.
Após uma hora da saída de Mariana e 9 km de pedalada morro acima, já estávamos no centro da cidade onde avistamos logo abaixo a praça Tiradentes, daí então foi só soltar os freios da bikes até a entrada da praça e comemorar tirar fotos, filmar e alegria, alegria, alegria....... Vencemos!!!!!

Fazer um resumo de toda viagem não é algo fácil, foram tantos momentos, tanto suor, paisagens e imagens gravadas na memória que fica difícil de narrar e ainda mais difícil para esquecermos.

Passamos por mais de quarenta localidades, pedalamos 447 km, cerca de 400 só em estrada de terra, comemos comida de temperos diferentes, conversamos com pessoas de sotaques, rostos e costumes diferentes. Tiramos mais de 1000 fotos. Pedalamos em estrada de cascalho, poeira, lama, terra solta, areia, minério, pedras soltas, calçamento, asfalto, trilha e atravessamos riachos, pontes, etc, etc.

Sentir o vento no rosto, o cheiro e ouvir de perto os sons natureza é uma sensação de liberdade que nenhum outro veículo senão a bicicleta é capaz de propiciar. Um veículo em total harmonia com a natureza, não polui é extremamente saudável e acima de tudo é movido a pura força de vontade.

Encerramos nossa viagem muito felizes por termos realizado este grande sonho e vivido uma experiência única para cada participante e em especial para o Valdez e o Varlei que foram os primeiros Itaunenses a completar toda a Estrada Real em mais de 1000 Km de bicicleta.

Deixamos agora nossos sinceros agradecimentos ao Supermercado Rena e a Biscoitos Marilan, na pessoa do Carlos Guilherme Viana que patrocinaram nossas camisas. Nosso muito obrigado ao Jardel que gentilmente cedeu seu apartamento em Santa Bárbara e ao Luciano da van pela presteza e preço camarada no nosso transporte. Também não poderíamos deixar de agradecer ao Fino Bikes (Marcelo e Marcileno) pelo apoio na manutenção das bikes.

Valeu gente, até a próxima se Deus quiser!!!!!!!

sexta-feira, 27 de julho de 2007

Sétimo Dia - 27/07/2007 - Sexta-feira

O dia de hoje começou com uma garoa fina e um friozinho agradável.
O Domingos decidiu não encarar a estrada e optou por ir de ônibus.
Logo na saída de Santa Bárbara o pneu do Valdez furou, consertamos rapidinho e caímos na estrada, já no terceiro Km pegamos uma trilha no meio do pasto, foi muito legal. Depois de 13 km em estrada muito boa, nos deparamos com uma ruína de pedra show, um paredão de mais ou menos 200 m de uma muralha de pedras enormes com um portal no meio. Paramos para tirar fotos e o Valdez verificou que seu sistema de freio da frente tinha perdido o parafuso e caído, nesta hora o Sérgio virou Magaiver, tirou parafuso da bolsa, enrolou fita crepe amarrou com abraçadeiras e em poucos minutos estava a gambiarra pronta para seguir viagem. Continuamos e chegamos em Catas Altas as 11:30, passamos em uma oficina de bike corrigimos a gambiarra, lanchamos, tiramos fotos e caímos na estrada novamente. Como o dia estava nublado e friozinho, foi uma maravilha a pedalada. A região é muito bonita e cheia de sombras e água e pequenos povoados muito interessantes.
Chegamos em Mariana as 16:30 após rodarmos 79 KM, o Domingos já tinha arrumado uma pousada, coisa que não foi fácil devido ao festival de inverno na cidade.

Sexto Dia - 26/07/2007 - Quinta-feira

Após várias informações truncadas sobre o acesso ao Caraça, do ponto de vista da dificuldade e tempo para atingir de bike o seu cume (só o cume interessa), Valdez, Sergio e Domingos descartam a idéia de subir de carro e decidem encarar de bike mesmo.
" Sábia decisão " pois após retornar alguns kms no sentido Barão de Cocais e pegar o caminho para o Caraça viram que o caminho era muito agradável e bonito.
O Caraça tem um sentido especial para o Valdez pois seu pai e tios estudaram lá .
A subida é puxada mas apesar de seus 11 km o clima estava agradável e o sol um pouco encoberto pelas nuvens.
No final da subida a recompensa é satisfatória pois tivemos a oportunidade de conhecer sobre a história do local (o incêndio foi em 1968 !) , ver paisagens maravilhosas e comer feito padres ( né Sérgio!).
O Domingos decidiu descer um pouco mais cedo e o Valdez e o Sergio ficaram para conhecer mais alguns pontos.
O Varlei melhorou (êta nego duro !) e decidiu vir junto com o Marcio de bike mesmo de Ipoema para Santa Barbara .
Enquanto o pessoal se divertia no Caraça, o Varlei e o Márcio enfrentavam estrada para se juntarem ao grupo. O Varlei sentiu fortes dores de estômago no caminho mas conseguiu cumprir o percurso, pedalaram 68 Km e às 17:00 chegaram em Santa Bárbara. Como a casa já estava cheia ficaram em uma pousada ao lado. A noite o grupo (completo novamente) saíram para jantar e programar o próximo dia.

Quinto Dia - 25/07/2007 - Quarta-feira


Rodrigo e Domingos acordaram às 6:00 horas pegaram suas bikes e malas e dirigiram-se a padaria para pegar o ônibus (é isso mesmo !) eles seguirão até o trevo de Itabira e de lá pegarão a rodovia no sentido de Barão de Cocais. O restante do grupo, Varlei, Valdez, Sergio e Marcio Vilela seguirão o percurso na estrada de chão como o planejado.
O ônibus deixou o Domingos e o Rodrigo nas margens da BR 262 e os dois se aventuraram morro abaixo. Apesar do trajeto exigir pouco fisicamente, o maior problema é a falta de acostamento na BR (é o nosso Brasil) e o trafego intenso de carretas, que só diminuirá após pegarem a saída para Barão de Cocais . Na estrada de chão o Varlei , Valdez, Sergio e Marcio seguem seu caminho juntos até Senhora do Carmo. A partir daí o Valdez e o Sergio seguem na frente distanciando-se um pouco dos dois.
Numa viagem como esta estamos sempre sujeitos a imprevistos e o Varlei começou a passar mal, ele e o Marcio perdem contato com o Valdez e Sergio.
Pela BR o Domingos e o Rodrigo atingem a entrada de Barão de Cocais e não gostam muito da cara da cidade. O Rodrigo tem um amigo dentista, o Jardel, que é de Itaúna e atente também em Santa Bárbara e decide ligar para ele. Os dois foram convencidos a pedalar mais 12 km (morro acima é logico) e encontrar com o Jardel em Santa Barbara. O Domingos decide ligar para saber como estava o restante do pessoal, o único celular que atende é o do Márcio, porém as notícias não são boas. O Varlei estava com sintomas de insolação e dores no estômago e os dois decidem ficar em Ipoema. Era uma hora da tarde, o sol estava de rachar e o Varlei estava debaixo de cobertores !
Chegando em Santa Barbara, uma bela cidade, o Jardel (amigo dentista do Rodrigo) foi muito simpático e acolheu-os muito bem (apesar de dizer que eram loucos!) e sugeriu que ficassem no seu apto.O Domingos conseguiu entrar em contato com Valdez e avisou-o que o Varlei e o Marcio ficaram em Ipoema e é para eles seguirem até Santa Barbara.
O Rodrigo está cansado, prefere não forçar demais , decide encerrar a sua participação e seguir de carona com o Jardel até Itaúna.
O Domingos, Valdez e Sergio ficam "hospedados" no apto do Jardel e planejam a visita ao Caraça para o dia seguinte. O Varlei, se não melhorar, seguirá de ônibus com o Marcio e encontrará os demais em Santa Barbara.

quinta-feira, 26 de julho de 2007

Quarto Dia - 24/07/2007 - Terça-feira

Saímos de Conceição as 8:00 sentido Morro do Pilar e pela primeira vez pegamos asfalto, mas apenas 3km (pra variar subida) e até chegar em Morro do Pilar, como o próprio nome diz, é morro atrás de Morro. Chegamos em Morro do Pilar as 11:30, lanchamos, nos abastecemos de água e seguimos viagem. Alguns kms adiante encontramos um riacho de aguas cristalinas, o Varlei e o Márcio não resistiram e foram dar uma refrescada, enquanto o resto do grupo seguiu em frente. A partir daí foi um sacrifício violento a região é extremamente montanhosa e deserta, não se encontra nada, só mato estrada e poeira, porém o silencio era dislumbrante chegando a incomodar.O Valdez, Rodrigo e Sérgio tomaram distância do resto do grupo e perdemos o sinal no Walk talk. O sol estava rachando mamona e cozinhando nosso cérebro. Meio exaustos paramos para descansar, enquanto isso proseávamos sobre a vida. De repente aparece um caminhão de apoio da tropa dos cavaleiros e Domingos pede agua. Infelizmente a agua não era potável e deu apenas para refrescar as cabeças. Logo em seguida , ali no meio do nada, entre lembranças de infância (lembra da mexerica pocam gelada?) , aparece a tropa que fazia a ER até Itabira e Domingos conversando com o tropeiro este saca do alforge (acreditem!) um aguá tônica estupidamente gelada, congelando. " Deus realmente existe ! Saciado um pouco da sede seguimos adiante, no sentido de encontrar com um "homem do mato", conhecido eremita que reside em uma caverna e que havia conversado com os tropeiros. Após mais alguns morros (pra variar ) ,o Varlei e o Marcio que estavam na frente enquanto o Domingos tentava se arrastar , encontram-se com o eremita e pedem água. O sujeito era realmente um homem das cavernas , pelo visual e cheiro parecia que não tomava banho a muito tempo. Apesar de ser um eremita, o cara falava pelos cotovelos .
Refeitas as caimbras do Domingos e com o alivio da agua do eremita seguimos em frente , ou melhor dizendo, pra cima pois logo após um interminavel morro sempre existia ....... um outro morro. Já quase chegando na cidade avistamos uma parte reta que imaginamos que seria fácil mas a estrada era pura areia, mal dava para empurrar a bike. Sergio, Valdez e Rodrigo chegaram primeiro e tentaram encontrar nossa estadia. Infelizmente não tinha muita opção e acabamos ficando na pousada do Posto de gasolina (único da cidade) que era de um soldado que tambem era dono da pousada e atleta e .....
Móidos, fomos procurar um lugar para comer, a única opção foi um restaurante que ficava no segundo andar e pasmem tinham uns 30 degraus numa escada íngreme feito uma escalada ( com se não bastassem os morros do dia !) A comida foi boa e rolou até uma cervejinha (nós merecemos!) e sorvete . Domingos e Rodrigo optaram por seguir parte do trajeto do próximo dia de ônibus pois estavam exaustos . Fomos procurar maiores informações sobre o ônibus na padaria (é isso mesmo!) e o mesmo sairia as 06:30H . Entre um papo e outro com o comerciante o Marcio pergunta se Igaratinga tá próximo ( é realmente o sol fritou nossos cérebros!). Cansados mas com a sensação de dever cumprido fomos dormir.

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Terceiro Dia - 23/07/2007 - Segunda Feira

Como os dois primeiros dias foram muito desgastantes para o grupo, resolvemos fazer um "passeio" em Tabuleiro onde fica a cachoeira mais alta de Minas.
Após muita dificuldade conseguimos arrumar um meio de transporte para nos levar, 1 táxi e 1 moto, saindo às 10:00 hs, Varlei e o Sérgio foram de moto e o restante no táxi.
Pegamos uma trilha muito desgastante, gastamos 1 hora pra chegarmos a cachoeira. O grupo ficou encantado com a maravilha do local, uma cachoeira de 273 metros de queda. Apesar da água fria, ninguém resistiu em nadar, atravessamos a piscina naturalíssima e chegamos ao ponto onde ficamos literalmente embaixo da queda d'áqua. Após curtimos a cachoeira e a piscina, retornamos na trilha que por sinal é muito íngreme.
Retornamos a Conceição do Mato Dentro às 17:00 hs.
O dia foi um descanso merecido pelo sacrifício dos 2 primeiros dias.

Segundo Dia - 22/07/2007 - Domingo

Saímos de Milho Verde às 08:00hs da manhã chegando a Serro às 11:00 hs. Lanchamos tiramos fotos de alguns pontos turísticos e caimos na estrada novamente às 12:00 hs. Novamente encontramos uma estrada muito movimentada com muita poeira e pra variar muito morro acima. Neste dia o José Domingos e o Rodrigo sentiram um desgaste maior e terminaram por pegar uma carona. Já os outros quatro tiveram que pedalar em rítmo alto pelo fato de está anoitecendo e os faróis da bike não estavam iluminando muito. Chegamos em Conceição do Mato Dentro às 19:00 hs semi-mortos. Mas já com a pousada esquematizada.
Neste percurso encontramos com 2 viajantes de motos 125, pai e filho, de São Paulo trocando pneu. O pai nos informou que já foram até Venezuela de moto.
Resumo do dia: 3 pneus furado-Km: 88,3 km - média: 13 km/h.