quinta-feira, 26 de julho de 2007

Quarto Dia - 24/07/2007 - Terça-feira

Saímos de Conceição as 8:00 sentido Morro do Pilar e pela primeira vez pegamos asfalto, mas apenas 3km (pra variar subida) e até chegar em Morro do Pilar, como o próprio nome diz, é morro atrás de Morro. Chegamos em Morro do Pilar as 11:30, lanchamos, nos abastecemos de água e seguimos viagem. Alguns kms adiante encontramos um riacho de aguas cristalinas, o Varlei e o Márcio não resistiram e foram dar uma refrescada, enquanto o resto do grupo seguiu em frente. A partir daí foi um sacrifício violento a região é extremamente montanhosa e deserta, não se encontra nada, só mato estrada e poeira, porém o silencio era dislumbrante chegando a incomodar.O Valdez, Rodrigo e Sérgio tomaram distância do resto do grupo e perdemos o sinal no Walk talk. O sol estava rachando mamona e cozinhando nosso cérebro. Meio exaustos paramos para descansar, enquanto isso proseávamos sobre a vida. De repente aparece um caminhão de apoio da tropa dos cavaleiros e Domingos pede agua. Infelizmente a agua não era potável e deu apenas para refrescar as cabeças. Logo em seguida , ali no meio do nada, entre lembranças de infância (lembra da mexerica pocam gelada?) , aparece a tropa que fazia a ER até Itabira e Domingos conversando com o tropeiro este saca do alforge (acreditem!) um aguá tônica estupidamente gelada, congelando. " Deus realmente existe ! Saciado um pouco da sede seguimos adiante, no sentido de encontrar com um "homem do mato", conhecido eremita que reside em uma caverna e que havia conversado com os tropeiros. Após mais alguns morros (pra variar ) ,o Varlei e o Marcio que estavam na frente enquanto o Domingos tentava se arrastar , encontram-se com o eremita e pedem água. O sujeito era realmente um homem das cavernas , pelo visual e cheiro parecia que não tomava banho a muito tempo. Apesar de ser um eremita, o cara falava pelos cotovelos .
Refeitas as caimbras do Domingos e com o alivio da agua do eremita seguimos em frente , ou melhor dizendo, pra cima pois logo após um interminavel morro sempre existia ....... um outro morro. Já quase chegando na cidade avistamos uma parte reta que imaginamos que seria fácil mas a estrada era pura areia, mal dava para empurrar a bike. Sergio, Valdez e Rodrigo chegaram primeiro e tentaram encontrar nossa estadia. Infelizmente não tinha muita opção e acabamos ficando na pousada do Posto de gasolina (único da cidade) que era de um soldado que tambem era dono da pousada e atleta e .....
Móidos, fomos procurar um lugar para comer, a única opção foi um restaurante que ficava no segundo andar e pasmem tinham uns 30 degraus numa escada íngreme feito uma escalada ( com se não bastassem os morros do dia !) A comida foi boa e rolou até uma cervejinha (nós merecemos!) e sorvete . Domingos e Rodrigo optaram por seguir parte do trajeto do próximo dia de ônibus pois estavam exaustos . Fomos procurar maiores informações sobre o ônibus na padaria (é isso mesmo!) e o mesmo sairia as 06:30H . Entre um papo e outro com o comerciante o Marcio pergunta se Igaratinga tá próximo ( é realmente o sol fritou nossos cérebros!). Cansados mas com a sensação de dever cumprido fomos dormir.

Um comentário:

Anônimo disse...

Fala ai Valdez!! TA morrendo ai neh!?? heheh
segura a onda q jah esta terminando!!
Abração!